Sexta-Feira, 25 de Abril de 2014
 
   
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Apóstolo e servo

São Paulo, Padroeiro da Família Paulista

Sexta-Feira, 29 Junho 2012
Conheça o essencial sobre São Paulo, padroeiro da Família Paulista. Aqui poderá ler, de forma sintética, a conversão, a missão e o legado deste «escolhido por Cristo». 

 

Um exemplo de atualidade, segundo Bento XVI
«Paulo viveu e trabalhou por Cristo; por Ele sofreu e morreu. Como é atual, hoje, o seu exemplo.»

 «A sua fé é a experiência do ser amado por Jesus de modo muito especial (...) é o ser atingido pelo amor de Jesus Cristo, um amor que perturba profundamente e o transforma» (Bento XVI)

«Para ele a verdade que tinha experimentado no encontro com o ressuscitado merecia bem a luta, a perseguição, o sofrimento. Paulo era uma pessoa capaz de amar, e todo o seu agir e sofrer só se explica a partir deste centro.»

A conversão
A conversão de Paulo é um processo lento, aconteceu aos poucos e poucos, ao contactar com novas realidades e novas culturas, gerando nele uma nova visão do mundo, das pessoas, das coisas e principalmente de Deus.

«Eu sou Jesus a quem tu persegues. Agora levanta-te, entra na cidade, e aí te dirão o que deves fazer.» (Act 9,6) – Paulo assume a condição de servo (aquele que age na gratuidade, considerando-se devedor de todos), dispõe-se a obedecer.
Estamos mais habituados a olhar para Paulo como Apóstolo e menos como Servo.

A missão
Percorreu sobretudo as grandes cidades, entrando em contacto com várias culturas, raças, línguas, tradições.

As três grandes viagens de Paulo, juntamente com a viagem da prisão, constituem a grande missão de Paulo.

Primeira viagem: Barnabé e Paulo, depois de um ano de intenso trabalho apostólico em Antioquia, sob a inspiração do Espírito Santo, são enviados por aquela Igreja, em missão evangelizadora, sendo Barnabé o chefe da missão. De barco partem de Selêucia e chegam a Chipre; acompanhados por João Marcos, pregam aí a Palavra de Deus, encontrando o procônsul romano Sérgio Paulo; dali partem para as regiões do sudeste da Anatólia, passando por Perga (aqui João Marcos separa-se deles e volta para Jerusalém), Antioquia da Pisídia, Icónio, Listra e Derbe na Licaónia; depois voltam pelo mesmo caminho, reanimando aqueles que tinham aderido à fé, até chegarem a Antioquia da Síria de onde tinham partido. Várias vezes se repete o facto de enquanto os judeus recusam a pregação dos apóstolos e se opõem usando a violência contra os missionários, pelo contrário os pagãos recebem-nos com alegria.

Segunda viagem: Paulo, sendo agora chefe da missão, toma consigo Silas, e da Antioquia da Síria atravessam a Síria e a Cilícia, passando novamente pelas cidades visitadas na viagem anterior, Derbe e Listra; aqui Paulo toma consigo o discípulo Timóteo e juntamente atravessam a Frígia e a Galácia, evitando o território da Ásia (que tinha Éfeso como capital) e chegam a Tróade. Daqui o grupo embarca para a Macedónia na Europa, desembarca em Neápoles, chega a Filipos (primeira narração do Batismo de uma mulher, Lídia, cuja casa se torna ponto de referência da comunidade); depois de terem sido açoitados e metidos na prisão (por terem libertado uma escrava que ganhava muito dinheiro para os seus patrões), deixam Filipos e chegam a Tessalónica e depois a Bereia. Em ambas as cidades anunciam o Evangelho nas sinagogas, e surgem confrontações e dificuldades. Assim Paulo parte para Atenas deixando ali Silas e Timóteo. Em Atenas prega primeiro na ágora (foro romano) e depois no Areópago. Depois parte para Corinto onde encontra o casal Áquila e Priscila. Hospeda-se na casa deles (tinham o mesmo ofício de Paulo, fabricantes de tendas) e quando Silas e Timóteo vêm ter com Paulo, ele dedica-se completamente à pregação, permanecendo ano e meio nesta cidade. Aqui dá-se o episódio de Paulo comparecer como acusado perante o procônsul Galião. Deixando Corinto do seu porto oriental, Cêncreas, passa brevemente em Éfeso juntamente com Priscila e Áquila (que ficam ali) continua depois em direção à Palestina, desembarcando em Cesareia, e dali sobe a Jerusalém antes de voltar a Antioquia da Síria.

Terceira viagem: Tal como nas duas missões anteriores partem da Antioquia, e desta vez dirigem-se para Éfeso, onde durante dois anos Paulo exerce uma intensa atividade apostólica, alargada às cidades em volta. Com a adesão à fé de muita gente, dá-se a diminuição das práticas religiosas pagãs, principalmente do culto a Ártemis. Isto suscita a revolta da população organizada pelos que fabricavam santuários de prata da deusa Ártemis e viam o seu comércio ameaçado. Paulo tem de fugir, passa pelas cidades antes evangelizadas da Macedónia, e detém-se três meses na Grécia, provavelmente em Corinto. Daqui volta a trás pela Macedónia: de barco chega a Tróade, depois vai a pé até Asso; de seguida, passando velozmente pelas ilhas de Mitilene, Quios e Samos, chega a Mileto (onde se encontra com os anciãos da Igreja de Éfeso e fala demoradamente com eles); depois volta a partir rodeando as ilhas de Cós e de Rodes até Pátara. Partiram num barco que ia par Tiro. Dali foram para a Cesareia e subiram pela última vez a Jerusalém.

Viagem da prisão: Aconselhado pelos anciãos que tinham Tiago por chefe, para se aproximar dos judeus cristãos de Jerusalém mais tradicionalistas, Paulo aceita demonstrar publicamente que observa a Lei de Moisés, entrando no Tempo e realizando algumas práticas rituais judaicas. Acusado por alguns judeus de ter profanado o Templo, é salvo in extremis pela guarda romana que o livra de ser espancado pela multidão enfurecida e o leva para a prisão. Transferido para Cesareia, entre várias audiências e processos em que várias vezes afirma a sua inocência, ali fica dois anos prisioneiro.
Tendo direito, enquanto cidadão romano, Paulo apela para o tribunal de César, e fazem-no partir para Roma. Depois de uma primeira travessia até Mira, o barco que leva Paulo e outros prisioneiros é apanhado por uma violenta tempestade (já estávamos nos fins do Outono) em frente de Creta. Depois de andar catorze dias à deriva o barco acaba por encalhar nas costas da ilha de Malta. Tal como Paulo tinha profetizado, todos os 276 passageiros conseguem salvar-se; dali só podem partir para a Itália três meses depois com um barco vindo da Alexandria. Passam pelos portos da cidade de Siracusa, Régio e Putéolos. Depois por terra firme, caminham pela Via Ápia até Roma, sendo acolhidos pelos cristãos da cidade que vão ao encontro de Paulo no Foro Ápio e nas Três Tabernas.
A Paulo foi concedido viver em prisão domiciliária, com um soldado a guardá-lo; fica ali dois anos, com a possibilidade de receber pessoas «ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com toda a franqueza e sem obstáculos». Assim termina o livro os Atos dos Apóstolos sem nos dizer como é que o processo terminou.

Nova forma de evangelizar
– A pregação e a catequese oral eram as formas tradicionais de evangelização. Paulo faz o mesmo: visita pessoalmente as comunidades ou manda um seu colaborador. Só não podendo, escreve uma Epistola à comunidade.
– Todas as epístolas paulinas (Romanos, 1-2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessaloni- censes e Filémon) foram escritas antes dos Evangelhos. Paulo inaugura o Novo Testamento.
– A criatividade de Paulo na evangelização passa pela utilização de cartas, rede de comunicação do império romano e colaboradores.

A educação de Paulo de Tarso e como isso se refletiu na sua ação
– Nasceu numa grande cidade, estudou na escola de Gamaleel, viveu em grandes cidades (Tarso, Antioquia, Éfeso, Atenas, Roma, etc.).
– O seu mundo cultural é urbano, estando em contacto com outras culturas, línguas, tradições e religiões.
– Usa uma linguagem citadina: arquiteto (1Cor 3,10-17), espetáculos na arena (1Cor 4,9), provas desportivas (1Cor 9,24-27), escravos no mercado (Gl 3,13) soldados (Ef 6,10-17), instrumentos musicais (1Cor 14-7-8), pedagogo (1Cor 4,15).
– Teve outra visão do mundo, outra visão da evangelização, da Igreja, de Deus. Por isso foi um «eleito, escolhido por Cristo».
– A cultura urbana coloca grandes desafios à evangelização, especialmente na linguagem que se utiliza.

Pe. José Carlos Nunes
Publicado em Igreja

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