«Todos sabemos como em Portugal se consomem muitos antidepressivos, porque somos tristes e pessimistas e em crise», observa D. António Vitalino na nota semanal enviada hoje à Ecclesia.
Depois de declarar que as «comunidades cristãs estão muito apáticas, sem relações interpessoais, sem interesse mútuo pelas pessoas», o responsável cita o filósofo alemão Nietzsche, quando afirmou «que os cristãos saem das suas celebrações muito tristes, não parecendo ter celebrado a memória de Jesus ressuscitado, vencedor da morte».
«Não houve encontro com o ressuscitado, mas apenas informação acerca dele. Não tocou o coração dos participantes, não mexeu com os seus sentimentos, não espoletou energias, que fortalecem a esperança e são fonte de alegria», refere o prelado.
Com esta disposição espiritual, «dificilmente» os católicos poderão transmitir a mensagem cristã, refere D. António Vitalino.
«Se o fizéssemos, estaríamos a testemunhar e a evangelizar, a contagiar outros com as razões da nossa esperança e da nossa alegria», com «paixão e ardor, com alegria estampada no rosto, na linguagem do nosso tempo», acrescenta.


