D. Jorge Ortiga falava após a conferência que o professor universitário e comentador Marcelo Rebelo de Sousa proferiu esta manhã em Guimarães, sobre o tema A Cultura e os Sacerdotes, perante mais de duas centenas de padres.
Para o prelado, um dos destaques do encontro foi a «necessidade de se mudar de linguagem».
O arcebispo de Braga pretende que a linguagem dos padres seja «menos hermética e mais compreensível» porque «nem sempre as pessoas entendem a mensagem que se quer comunicar».
D. Jorge Ortiga destaca que a iniciativa realizada em Guimarães teve uma «dupla finalidade»: «Tomar consciência de uma nova cultura que nos envolve em termos de modernidade» e «consciencializar da mudança que tem diversas características».
Nesta mudança é «importante reconhecer quase uma revolução cultural», frisou.
Como a mensagem «não é apenas verbal», o arcebispo de Braga sublinha que esta passa também pelo «diálogo nas diversas vertentes culturais, tanto da ordem filosófica como literária».
Para o prelado, a cultura tem de se reencontrar com «a realidade da família, com a escola e com a juventude e suas interpelações».
A dimensão artística – «campo musical, arquitetónico, escultura, literatura» – também deve estar «presente na Igreja», prosseguiu.
Num Portugal «amargurado», o contacto com as pessoas que vivem sós e na solidão deve fazer parte da «linha de ação» eclesial, «a cultura da linha da convivência».
A Igreja deve mostrar que «é possível fazer convergir as diversas tendências» e os «diversos modos de compreender a vida».
D. Jorge Ortiga, espera que, ao longo de 2012, «realidade da cultura, a partir de Guimarães, e da juventude, a partir de Braga», ambas capitais europeias, «interpelem» a comunidade católica.


