Uma delegação de líderes da igreja e da sociedade civil, organizada pela aliança internacional das agências católicas, a CIDSE, participará nos debates da Conferência Rio+20 exigindo mudanças duradoiras a favor do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.
«O nosso sistema global é insustentável e injusto, mas seria um erro acreditar que ligeiros ajustes de ritmo nos poderão pôr em lugar seguro. Em vez disso, a Conferência Rio+20 deverá tomar um novo rumo em direção do desenvolvimento baseado nos direitos e equitativo para uma vida verdadeiramente humana para todos os seres humanos, em harmonia com a criação», disse o Secretário-Geral da CIDSE, Bernd Nilles.
Recomendações para a Conferência Rio+20 da CIDSE
Em "As mudanças que precisamos para o futuro que queremos", a CIDSE considera que «para realizar uma real e duradoira mudança e erradicar a pobreza, são urgentemente necessárias alternativas ao cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que incluam tanto aspectos sociais como não materiais do bem-estar». O relatório apela para maior ênfase no «agir local», promove o conceito de «ter suficiente» e debate o papel da «economia verde», um conceito que não consegue resolver os problemas estruturais tais como os níveis globais de consumo de recursos com base na prossecussão do crescimento.
Faz também recomendações «para o conteúdo e o processo de um quadro de desenvolvimento sustentável que deveria abordar os desafios globais interligados, como a erradicação da pobreza, a sustentabilidade, as mudanças climáticas e as desigualdades económicas», conclui o comunicado.


