Quinta-Feira, 18 de Setembro de 2014
 
   
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Voluntariado é «maravilha da aventura»

Sexta-Feira, 27 Abril 2012

O Pe. Manuel Morujão, porta-voz e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), afirmou ontem na apresentação do estudo da Fundação Fé e Cooperação (FEC) «Voluntariado: Missão e Dádiva» que as iniciativas do Voluntariado Missionário (VM) estão ainda pouco «vulgarizadas» e que isso prejudica o conhecimento das outras pessoas sobre o assunto, inclusive dos bispos portugueses, a quem o estudo foi apresentado na assembleia plenária da passada semana. «Ainda estão pouco vulgarizadas estas iniciativas. Acho que há uma grande parte da população que pensa que isto é um sonho de uns tantos utópicos e não uma possibilidade real de serviço. Mas os bispos receberam bem o estudo e com muito aplauso», referiu o secretário da CEP.

Questionado pelos jornalistas à saída da apresentação que decorreu no auditório da Rádio Renascença, o Pe. Morujão faz uma análise bastante positiva deste fenómeno do VM. «Este serviço é uma maravilha. Sair de si mesmo, sair da sua família, é uma maravilha. Ir para uma aventura que é guiada pelo amor e pela dádiva melhora a qualidade do tecido social, não só do local onde chegam, mas também do local para onde regressam. Voltam muito mais ricos com aquilo que deram, porque ao dar é quando se recebe mais», defendeu o sacerdote jesuíta.

Quanto ao apoio que deve ser dado aos voluntários que estão empregados e decidem partir, o Pe. Morujão referiu que o Estado deve dar esse exemplo de apoio a estas pessoas. «Acho que o mínimo que o Estado pode fazer é facilitar estas missões de serviço que depois têm um refluxo nos seus locais de origem. Acho que isto faz dar um salto qualitativo à sociedade», considerou o porta-voz da CEP.

«Altruísmo é a principal motivação do voluntário»
Na apresentação do estudo «Voluntariado: missão e dádiva», Elza Chambel, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV), elogiou a iniciativa da FEC «que se enquadra perfeitamente na legislação sobre o voluntariado», reafirmando que uma das principais preocupações das organizações, e que é uma das recomendações do estudo, deve ser «a formação específica aos voluntários que partem sobre as tarefas que ter de desempenhar no terreno».

José Luís Gonçalves, professor na Escola Superior de Educação Paula Frassinetti e responsável pelo estudo, afirmou que o estudo permite perceber que «a principal motivação dos voluntários é o altruísmo. O sentimento de pertença a uma instituição é também um factor muito respondido pelos inquiridos, o que é uma responsabilidade maior que é colocada aos ombros das organizações», defendeu o professor.

O coordenador da pesquisa falou numa «evolução que o estudo foi sofrendo, à medida que contactávamos com os dados e os inquiridos», e que levou os investigadores a incluírem uma área mais testemunhal. «Os testemunhos falam mais alto que a crueza dos números, e por isso resolvemos incluí-los também», referiu.

Além da publicação dos dados aferidos no inquérito, que a Família Cristã já tinha adiantado, a apresentação pública do estudo concluiu com o testemunho de dois dos primeiros voluntários missionários portugueses que partiram em missão, Vasco Mina, que foi para S. Tomé e Príncipe com os Leigos para o Desenvolvimento, e Vítor Sequeira, que participou na primeira missão dos Jovens Sem Fronteiras na Guiné-Bissau.

Ricardo Perna
Publicado em Actualidade

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