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Alegria de ser cristão

Segunda-Feira, 23 Julho 2012
Ir. Darlei Zanon
Ir. Darlei Zanon
Religioso paulista

Devemos afirmar a nossa alegria de ser católicos publicamente, no nosso trabalho, nas nossas ações, nas nossas relações. Assim como o verão, que as nossas manifestações de fé sejam calorosas, espontâneas e alegres.

O verão é um tempo que remete à liberdade, à vida, à alegria. Ele convida a transcender-nos, a sair da rotina, a explorar novos ambientes e atividades. Por isso vemos uma série de festivais e grandes eventos, inclusive no meio católico. O Festival Jota, realizado no último final de semana, é um exemplo. Mas podíamos ir muito além e recordar a Jornada Mundial da Juventude, realizada há um ano em Madrid e que exatamente daqui a um ano terá uma nova edição no Rio de Janeiro. São momento fortes, de grande alegria e entusiasmo, nos quais os jovens sentem-se livres para manifestar a sua alegria em ser cristão.

O que me pergunto nestes momentos é porque somente nestes eventos as pessoas, especialmente os jovens, exaltam e defendem a alegria da fé. Será uma fé convicta e com fundamentos? E no resto do ano, como agem? Porque escondem a sua fé?

Assim como o verão, a fé também remete à vida, à liberdade, à alegria. Mas isso não é visível na nossa sociedade. Temos medo de dizer que somos católicos. Temos medo de viver como católicos, ou seja, como verdadeiros imitadores de Cristo. Vivemos a nossa fé de um modo muito egoísta, somente no ambiente recluso da nossa casa, quando a vida cristã pede muito mais. Exige que a fé guie todas as nossas atividades e influencie todas as nossas posições.

É triste ver constantemente a religião e a Igreja aparecerem nos meios de comunicação somente com uma conotação negativa. Sempre associada a uma visão retrógrada do mundo, a algo antigo, superado. Viram notícia somente as declarações polémicas, ou os escândalos. Certamente estas escolhas não são inocentes, mas não quero ir por este caminho. O que gostaria de refletir hoje é sobre o modo como os cristãos vivem a sua fé.

Deveríamos ser capazes de gritar com convicção que «somos felizes por ser católicos». Mas não num discurso fútil, num simples slogan apelativo, como muitas vezes é utilizado, especialmente na internet. Devemos afirmar a nossa alegria de ser católicos publicamente, no nosso trabalho, nas nossas ações, nas nossas relações. Assim como o verão, que as nossas manifestações de fé sejam calorosas, espontâneas e alegres. Porém que não estejam limitadas a apenas um momento do ano, mas sejam constantes, em tudo o que fazemos e somos.

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