Quinta-Feira, 24 de Abril de 2014
 
   
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Sec. Cons. Pontifício para a Família

«Na família, o amor é fecundo»

Sexta-Feira, 25 Maio 2012
No âmbito da preparação para o Encontro Mundial das Famílias, Jean Laffitte, secretário do Conselho Pontifício para a Família, falou em exclusivo à FAMÍLIA CRISTÃ sobre o encontro e as expetativas de quem o organiza.

 

O Card. Jean Laffitte fala de um Encontro Mundial das Famílias que promete ser memorável. Milão prepara-se para acolher mais de um milhão de pessoas, segundo o cardeal, mas o secretário do Conselho Pontifício para a Família quer que o encontro promova igualmente uma experiência «pessoal, eclesial e familiar», e que seja fonte de renovação espiritual para as famílias, que nestes tempos «são postas em causa» pela sociedade. Jean Laffitte admite que muitos dos participantes sejam europeus, como é usual neste tipo de encontros, mas afirma-se convicto de que receberão famílias de todos os cantos do mundo, e essa riqueza cultural será uma das vantagens deste encontro, que decorrerá no final de maio e princípio de junho.

FAMÍLIA CRISTÃ (FC) – Qual é o objetivo do Encontro Mundial das Famílias?
Card. Jean Laffitte (C.J.L.) –
O objetivo essencial é dar novamente confiança e esperança a todos aqueles que se encontram comprometidos com a vida familiar ou que desejam fundar um lar. A família é uma boa nova porque ela está constituída pelo amor profundo que se exprime numa doação total. Numa família cristã, Cristo está presente: desde que o sacramento do Matrimónio é conferido, Ele vem com efeito ao encontro dos esposos para ficar com eles, segundo as palavras da Constituição Gaudium et spes do Concílio Vaticano II. Este encontro oferece a oportunidade a todas as famílias de se reunirem à volta da pessoa do Papa para fazerem uma experiência pessoal, eclesial e familiar: orar com ele e com toda a Igreja, e encontrar outras famílias chegadas de todos os continentes; elas poderão tomar também um tempo para refletirem sobre o tema escolhido pelo Papa: «A Família, o trabalho e a festa». Este tema será por outro lado ampliado no decorrer dos 31 sítios indicados onde 110 conferencistas de 27 nações discursarão dentro do quadro de um congresso pastoral. Numa altura em que as famílias são postas em causa, e muitas vezes duramente atacadas na sua existência, esta reunião de famílias cristãs será uma grande oportunidade para que seja anunciada a boa nova do Evangelho que se exprime de modo especial no mistério de comunhão e de amor que une um homem com a sua mulher.

FC – Que experiências esperam os que vão participar em Milão?
C.J.L. –
O Encontro Mundial das Famílias que se celebrará em Milão entre 30 de maio e 3 de junho de 2012, na presença do Santo Padre, diz respeito a todas as famílias do mundo e não apenas à Europa. No entanto, o facto de a cidade de Milão ser a hospedeira do encontro faz esta participação particularmente apetecível às famílias europeias. Como se sabe, Milão é também acessível às famílias numerosas que se propõem vir até à Europa central a partir da Europa oriental. Nós esperamos e contamos com a presença de mais de um milhão de pessoas. Um encontro assim não deve ser visto como um simples acontecimento mediático, mas mais como uma ocasião oferecida às famílias cristãs para experimentarem que não estão sós nem isoladas, mas que os elos de fraternidade que estabelecerem entre si nesta ocasião e nesta experiência partilhada lhes darão forças, coragem e determinação nova para continuarem a testemunhar tudo aquilo que elas vivem. Haverá um grandíssimo número de ateliês, de encontros para testemunhos e também certamente, o encontro com o sucessor de São Pedro, que se dirigirá a todas as famílias. Os testemunhos oferecidos vindos do mundo inteiro serão sem nenhuma dúvida um motivo de ação de graças e um grande encorajamento para cada um. Ao mesmo tempo, este encontro não deixará de interpelar todos os homens de boa vontade que se poderão dar conta concretamente da importância da família para o estabelecimento de uma civilização do amor. O tema escolhido, «A Família: o trabalho e a festa», diz respeito a todos os homens e mulheres que se comprometeram com a experiência familiar.

FC – Como viver estas jornadas se não se puder estar fisicamente presente?
C.J.L. –
Pode-se sempre seguir à distância os acontecimentos, por exemplo, lendo e meditando os ensinamentos que serão dados e que serão largamente repercutidos nos media, especialmente nos que pertencem ao sucessor de São Pedro, e sobretudo pela oração, não somente pelo bom êxito destas jornadas, mas também para que numerosas famílias possam ser renovadas na sua esperança e na sua fé.

FC – A presença do Papa irá dar mais força a este acontecimento?
C.J.L. –
Claro, evidentemente: foi o Papa que convidou as famílias a virem a este encontro e ele próprio estará presente durante os três dias. Isso irá permitir uma profunda comunhão eclesial e proporcionará uma ocasião de oração com ele por todas as intenções da Igreja, especialmente aquelas sobre a família tão duramente atacada nos nossos dias.

FC – E que mensagem Bento XVI deixará às famílias do mundo?
C.J.L. –
Nós ansiamos por todas as suas palavras. Ouviremos uma mensagem forte, encorajadora, que sublinhará sem dúvida nenhuma como o amor humano se inscreve na Providência amorosa de Deus, merecendo por isso ser vivido com verdade. O amor humano que está na origem da instituição do Matrimónio e da família é eco das ânsias profundas inscritas no coração do homem e da mulher. Temos nele uma das chaves essenciais de felicidade à qual todos aspiram. Não existe felicidade possível sem amor. Na família, o amor é fecundo e atinge o dom maravilhoso da vida. Os filhos representam o futuro da sociedade dos homens e, por esta razão, são o rosto da esperança

Ricardo Perna
Publicado em Igreja

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