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Maureen Sullivan

Uma vida a ajudar os outros

Quinta-Feira, 15 Setembro 2011
Maureen é norte-americana, mãe de quatro filhos, e tem ajudado pessoas a emagrecer. Perdeu o marido, diabético, aos 35 anos, e a vida sofreu uma reviravolta. Aprofundou a fé e descobriu a sua verdadeira vocação no trabalho paroquial e numa empresa de dieta. Esta mulher criou há 32 anos a sua própria dieta para prevenir o excesso de peso, depressões e diabetes.

FAMÍLIA CRISTÃ (FC) – A Maureen perdeu o seu marido aos 35 anos devido a diabetes tipo I. Como é que se ultrapassa uma situação dessas na vida?
Maureen Sullivan (M.S.) –
Com uma grande fé em Deus. Eu sempre tive a certeza de que Deus esteve comigo nos piores momentos. O meu marido morreu de ataque cardíaco, foi um grande choque, ele caiu inconsciente no nosso quintal. Ficou em coma durante 17 dias, tive algum tempo para me adaptar à nova situação. É algo que fica connosco para sempre. Nessa altura eu era professora na escola católica que ficava em frente da minha casa. As irmãs foram incansáveis, ajudaram-me muito com os meus filhos, que também estudavam na escola. Mas depois passado algum tempo tive de deixar de ser professora e tive de ir gerir, a tempo inteiro, o nosso negócio de família.

FC – Como foi criar os seus filhos sozinha?
M.S. –
É muito difícil ser mãe "solteira". Durante o tempo em que eu fui professora funcionou bem, porque eu morava muito perto da escola, ensinava de manhã e os meus filhos tinham aulas de manhã, à tarde íamos para casa todos juntos. Mas, quando tive de ir trabalhar na nossa empresa, foi muito complicado. O escritório era na baixa de São Francisco, longe da minha casa. Os meus filhos tinham, onze, dez, nove e sete anos e portanto pode imaginar como foi... Mas Deus estava comigo. Milagrosamente, eu recebi um telefonema de uma senhora da nossa paróquia, que eu nem conhecia, a dizer-me que tinha uma senhora interessada em ajudar-me com as crianças. Mais tarde, fundei o Clube de Viúvas e Viúvos, onde acabei por conhecer o meu actual marido, já estamos casados há 38 anos.

FC – Como é que acontece a sua aventura no negócio das dietas?
M.S. –
Eu tinha problemas com o meu peso e encontrei um programa que me pareceu saudável e interessante. Funcionou muito bem, eu perdi cerca de 30 kg em cinco meses. Na altura essa dieta fazia parte de um franchiser nacional. Acabei por comprar um franchising e montei o meu escritório. Porque o meu primeiro marido tinha diabetes, eu já tinha estudado muito sobre níveis de açúcar no sangue e tinha tirado um curso de nutrição, então, acabei por sugerir mudanças na dieta. Transformei-me numa celebridade. Todos queriam conferências e acções de formação por todo o país. Por volta de 1980, a empresa adoptou a dieta que eu sugeri. E, há 12 anos criei a Lite for Life® com a minha dieta.

FC – Tem ideia de quantos quilos já ajudou os seus clientes a perder desde 1980?
M.S. –
Nunca pensei nisso, mas é uma pergunta fantástica! Ora deixe-me ver... 32 anos, uma média de 15 quilos por pessoa e 100 clientes por ano – cerca de 48 000 quilos.

FC – O que considera ser especial na sua dieta e na sua empresa?
M.S. –
Nós explicamos às pessoas o que as faz engordar, o processo que as faz ganhar peso. A causa tem que ver com as flutuações de açúcar no sangue. Para além disso damos acompanhamento personalizado mais do que uma vez por semana. A dieta é muito equilibrada, tem alimentos de todos os grupos. Ensinamos as pessoas a perder os quilos a mais e depois a manter o peso ideal através da versão da dieta para manutenção.

FC – Tem alguém na sua vida que a tenha inspirado?
M.S. –
Sim. Quando eu era professora tive a sorte de conhecer e trabalhar com a Dr.ª Lenore Jacobson. Ela escreveu um livro com o Dr. Robert Rosenthal, um professor de Harvard, sobre o poder de expectativas positivas. O título do livro é Pigmalião na Sala de Aula e foi o resultado de um estudo que mostrou que as expectativas do professor em relação ao aluno ditavam o seu sucesso académico. Ter sucesso tem muito que ver com a forma como as pessoas são tratadas, se eu me preocupo de verdade com o bem-estar de cada um dos meus clientes as pessoas vão sentir essa honestidade. Toda a gente precisa de ser bem tratada e acarinhada, só assim é que conseguem dar o seu melhor.

FC – A Maureen dá especial atenção ou participa em alguma causa social/religiosa ou política?
M.S. –
Sim. Eu sou pelo direito à vida. Acredito profundamente que no momento da concepção uma alma entra no bebé. Matar um bebé na barriga da mãe é um crime e por isso eu sou contra o aborto.

FC – Deus tem um papel primordial na sua vida. Em que actividades é que participa na sua igreja?
M.S. –
Actualmente sou ministra extraordinária da comunhão. Já fiz muitas coisas, mas com o avançar da idade tive de deixar de participar tanto. Uma coisa que eu adorava fazer era preparação para o matrimónio. Também dei catequese e aulas de Religião e Moral em escolas públicas.

FC – Como é que preparava pessoas para o casamento?
M.S. –
Eu sempre disse aos futuros casais que um bom casamento depende da boa comunicação entre eles. O casal tem de ser honesto e aberto um com o outro. Por exemplo, se alguém me dizia que o parceiro se esquecia do seu dia de anos, eu respondia sempre que não havia razão para tal, um mês antes do dia deviam ter começado a planear o que iriam fazer para comemorar o dia e assim não deixavam passar a data. Não agir assim é fazer o jogo da vítima e "do gato e do rato", para ver se "apanham" o companheiro. Ora isso não é uma boa base comunicacional para um relacionamento.

FC – Tendo em conta a sua experiência com casais, qual é para si a grande diferença entre homens e mulheres?
M.S. –
A maior diferença, de que me tenho apercebido, é que os homens gostam de resolver problemas. Se à noite a mulher conta ao marido sobre um problema que teve durante o dia, ele não vai dar apoio, ele vai dizer-lhe o que ela devia ter feito ou deve fazer para resolver o problema. Se uma mulher quer desabafar e ter apoio tem de procurar a mãe, a irmã, a amiga e não o marido. E se as mulheres perceberem isso desde o início, já não vão ficar frustradas com os maridos.

FC – Como gostaria de ser lembrada?
M.S. –
Eu gostaria que se lembrassem de mim como uma boa mãe, avó e esposa. Também como alguém que se preocupou profundamente com o bem-estar das pessoas e por isso é que fundei esta empresa. Outra das minhas paixões é o combate à diabetes. O meu sonho era que a minha dieta de alguma forma pudesse contribuir para a diminuição da incidência da diabetes. As pessoas não têm noção de como esta doença é horrível. A diabetes afecta cada célula do organismo, cada vaso sanguíneo. As pessoas não percebem que só a prevenção é a solução.

Joana Araújo
Publicado em Família

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