O reitor do Santuário de Fátima, D. Virgílio Antunes, bispo eleito para Coimbra, explica a ideia que serviu como ponto de partida para este projecto pastoral: «toda a pastoral do Santuário de Fátima e dos organizadores de peregrinações deve, este ano, orientar-se para despertar nos peregrinos a atitude de adoração a Deus. Recordar as aparições do Anjo, as suas palavras e gestos, as orações que ensinou e o acolhimento que tiveram no coração dos Pastorinhos, constituirá uma escola de adoração para todos».
O itinerário percorre os lugares que marcam a história das aparições do Anjo e termina no Santuário de Fátima. «O percurso inicia no Santuário, conduz-nos pelo Caminho dos Pastorinhos até à Loca do Cabeço e ao Poço do Arneiro, os lugares das aparições do Anjo, para concluir na Capela do Santíssima Sacramento e do Lausperene, junto à Igreja da Santíssima Trindade», explica D. Virgílio Antunes.
O Santuário informa ainda que foi criado um folheto, disponível em sete línguas, para guiar o peregrino em todo o percurso e onde são sugeridas as várias acções a realizar. É recolhido, de forma gratuita, pelos peregrinos, nos locais devidamente assinalados para tal efeito, nomeadamente, no Santuário; no início da Via-Sacra, junto na Rotunda Sul; e no Posto de Informações de Aljustrel, localizado junto da casa da Lúcia. «Cada ponto de paragem é proposto como momento para a evocação de cada uma das três aparições do Anjo. As acções aí propostas, e no percurso entre os diversos lugares, evidenciam de forma indelével a grande promessa de Fátima como escola de adoração de Deus», refere o comunicado.
«Em Fátima ou em qualquer arte do mundo onde chegou a Mensagem, que este ano constitua uma escola de adoração a Deus, na escola de Maria, em resposta ao convite do Anjo da Paz. Este é o grande contributo que Nossa Senhora de Fátima oferece à Igreja para a nova evangelização do mundo», afirma o reitor.
Para que cada peregrino tivesse a possibilidade de assinalar, com um gesto concreto, o fim do seu percurso de oração, cada desdobrável possui uma zona destacável, disponível para o preenchimento individual. Este gesto, em que o peregrino escreve a sua própria oração para depois a depositar no local assinalado, junto da Igreja da Santíssima Trindade, pretende ser sinal da caminhada realizada, mas também evocar o compromisso de cada peregrino em acolher o convite à oração, à adoração e ao «acto de reparação pelos pecados com que Deus é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores», conforme pediu o Anjo da Paz. Esta iniciativa realiza-se até final do ano pastoral de 2010-2011.


