Recordando as várias mensagens do Vaticano para o Dia Mundial do Turismo, o diretor da ONPT apela à promoção de um «turismo ético e responsável, que favoreça o encontro de pessoas e de culturas, num desenvolvimento harmonioso das sociedades, promovendo a luta contra a pobreza e o desemprego, bem como a defesa do meio ambiente e da biodiversidade».
Para o também pároco do Luso (Diocese de Coimbra), a iniciativa da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana de criar uma Obra Nacional vem reconhecer «a importância do turismo para as sociedades hodiernas, em que Portugal não é exceção». Neste contexto, o responsável sublinha que «o número de turistas, em Portugal, passou dos cerca de 4 milhões, em 1984, para aproximadamente 12 milhões, em 1999, cifrando-se agora nos 14 milhões». «Esta realidade não pode, de modo algum, ser estranha à Igreja», observa o sacerdote.
O diretor nacional apresenta «quatro vetores fundamentais» propostos pela hierarquia católica na área do turismo: «Anúncio da Palavra de Deus e celebração da fé; defesa e desenvolvimento do respeito pela dignidade da pessoa humana; promoção do bem comum; participação na tarefa da nova evangelização». A ONPT sugere que as comunidades católicas em Portugal procurem «promover, acolher e estimular a ação dos grupos de apostolado dedicados em particular às pessoas que vivem e trabalham no setor do turismo». Nesse sentido, propõe-se ainda a criação de um «um grupo permanente de leigos» para estudar e promover ações pastorais neste campo.
A atenção aos turistas, acrescenta a carta, deve passar por «medidas adequadas para que os visitantes possam participar nas celebrações eucarísticas na própria língua ou com outras expressões da própria cultura».
O padre Carlos Godinho e a equipa da Obra Nacional esperam ainda que as comunidades católicas saibam «adequar os serviços às necessidades dos turistas, nos lugares de intensa presença turística, de modo a facilitar o contacto pessoal, a celebração da fé, a oração individual e o testemunho da caridade». O documento conclui com uma chamada de atenção para a importância de «manter oportunamente atualizada a informação sobre os serviços paroquiais» e pede que os turistas «a possam consultar nos seus hotéis, em lugares de informação ou através de outros meios de difusão».


