Numa declaração à Rádio Renascença, o presidente do Instituto Português do Sangue adiantou que a atual campanha nacional de recolha não está a corresponder às expectativas. Segundo Hélder Trindade, as reservas existentes neste momento «teoricamente» deverão dar para «oito dias», situação que, não sendo «dramática», deve levar a um envolvimento mais efetivo da parte das populações.
Recordando aquilo que o Papa Bento XVI afirmou em meados de junho, o padre Feytor Pinto reforçou que «dar sangue é uma forma de colaborar com a dádiva da vida». Confrontado com a tese de que a falta de adesão dos portugueses à recolha de sangue poderá estar relacionada com o fim da isenção das taxas moderadoras para quem é doador, o coordenador da CNPS salientou que os cristãos devem «servir com gratuidade total», à imagem de Cristo, em vez de procurarem «algo em troca».
Por outro lado, o problema não se resolve «apenas com apelos», é precioso «melhorar a comunicação entre as comunidades paroquiais e as diversas estruturas de recolha de sangue, em cada local». «Às vezes esta relação é mais difícil, mas estamos a tentar reestruturá-la de uma maneira correta», concluiu o sacerdote.


