«O nascimento de um filho representa um momento muito especial. Para os pais, um filho tem
um valor incomensurável, valerá sempre muito mais do que um. Verdadeiramente o seu valor
é tanto que não é possível contabilizá‐lo. O nosso manifesto, porém, não exige tanto. Pede apenas que cada filho possa ser visto e considerado como aquilo que é: um filho. Um filho tem de valer um!», lê-se num comunicado enviado às redações.
Os estudos sobre pobreza em Portugal mostram que as famílias com filhos são as que têm maiores índices de pobreza e as crianças são o grupo etário que sofre de maior privação. «O Estado considera as crianças como cidadãos mas, muitas vezes, ignora a sua existência ou considera‐as como uma percentagem variável.»
No comunicado salienta-se que, quando se olha para o rendimento, é justo não esquecer quantas pessoas esse rendimento alimenta e veste. «Será que esse rendimento sustenta 2 pessoas? Ou sustentará 3 (pai + mãe +1 filho), ou 4 (pai+ mãe + 2 filhos), ou 5 (pai + mãe + 3 filhos) ou muitas mais? Justo seria que o rendimento da família fosse avaliado em função do número de pessoas que sustenta. Ou seja, que fosse dividido pelo número de elementos da família!»
São exemplificadas algumas situações que revelam o que se passa em vários domínios:
• Taxa do IRS – cada filho vale zero;
• Deduções personalizantes do IRS – cada filho vale cerca de 75%;
• Deduções de educação, saúde,... (entre os 3º e 6º escalão do IRS) – cada filho vale 10%;
• Abono de família – cada filho vale meia pessoa – 50%;
• Taxas moderadoras – cada filho vale 0;
• Passe Social Mais ‐ cada filho vale 25%.
«Essa injustiça tem de ser reparada. A capitação dos rendimentos familiares para efeitos fiscais e de acesso aos serviços sociais deve ser a regra. Para os pais um filho vale tudo. Para o Estado um filho deve valer um», conclui.
Para quem quiser apoiar o manifesto, poderá fazê-lo através do link: http://www.umfilhovaleum.org/queroapoiar.php


