Segunda-Feira, 01 de Setembro de 2014
 
   
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Descanso dominical: Papa pede respeito

Quarta-Feira, 16 Maio 2012
Bento XVI apelou no Vaticano ao respeito pelo domingo como «dia de descanso», pedindo atenção às necessidades das famílias na sua relação com o mundo do trabalho. O Papa falava perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública desta semana, evocando a celebração do Dia Internacional das Famílias, promovida pela ONU e dedicada este ano ao «equilíbrio entre duas questões estreitamente ligadas: a família e o trabalho». «Este último não deveria colocar obstáculos à família, mas, pelo contrário, sustentá-la e uni-la, ajudá-la à abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja», disse, citado pela Agência Ecclesia. Bento XVI pediu, neste contexto, que «o domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, seja dia de descanso e ocasião para reforçar os laços familiares».

O Papa saudou, por outro lado, o presidente da confederação internacional da Cáritas, cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, deixando votos de que o novo quadro jurídico da instituição católica, mais próxima do Vaticano, possa "apoiar e encorajar o «importante serviço aos que vivem maiores dificuldades».

A tradicional catequese deste encontro semanal foi dedicada esta manhã à oração nos escritos do Apóstolo São Paulo, autor de várias cartas que integram o Novo Testamento. «Muitas vezes rezamos a Deus, para que nos livre de males e tribulações; mas temos a impressão de não ser ouvidos e desanimamos. Ora, não há grito humano que não seja ouvido por Deus e é precisamente na oração constante e fiel que compreendemos, com São Paulo, que 'os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura de se revelar em nós'», afirmou Bento XVI, em português.

O Papa acrescentou que «a resposta do Pai a seu Filho não foi a libertação imediata dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas precisamente através da cruz e da morte – como expressão do amor supremo – Deus respondeu, para além de todas as expectativas humanas, com a ressurreição. A todos saúdo, confiando à Virgem Maria os vossos corações e os vossos passos para que neles se mantenha viva a luz de Deus», referiu aos peregrinos de língua portuguesa.

Na parte fina da sua intervenção, Bento XVI saudou os membros da comunidade católica 'Shalom', que assinala o 30.º aniversário da sua fundação, convidando-os a «prosseguir com entusiasmo no testemunho evangélico» como «alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus».

Publicado em Actualidade

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