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Voluntários são «agentes de mudança»

Quinta-Feira, 26 Abril 2012

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) lança hoje o estudo «Voluntariado: Missão e Dádiva», uma iniciativa inédita em Portugal, que, em 20 anos de Voluntariado Missionário (VM), nunca tinha procedido a um estudo científico sobre o tema, conforme explica a responsável pela plataforma de Voluntariado Missionário, Ana Patrícia Fonseca, que revelou em exclusivo à Família Cristã alguns dos dados a apresentar hoje ao final do dia. «Este estudo surgiu no sentido de conhecermos melhor o que é o VM, quem são os voluntários, o que fazem quando estão em missão, e quem são as organizações que os enviam. Importava-nos perceber de uma forma cientificamente fundamentada quem somos para podermos dar continuidade à nossa ação de uma forma mais sustentada», explica a responsável.

Apesar de nunca se ter feito nenhum estudo, muitos dos dados a serem revelados hoje não constituíram nenhuma surpresa par a FEC. «Muitos dos resultados eram conclusões que já conhecíamos, mas que agora aparecem claramente indicadas, como é o caso de 76% dos voluntários serem mulheres, ou o facto de os voluntários partirem com expetativa de não receberem nada, mas regressarem a sentir que o seu trabalho é recompensado na medida em que fazem com que outras pessoas possam viver melhor e com melhores condições de vida», afirma Ana Patrícia Fonseca.

O estudo revela um aumento grande do número de voluntários, sendo que nos últimos 5 anos, dobrou o número de voluntários em relação aos 15 anos anteriores, «além de que muitos voluntários repetem a experiência, o que demonstra que não é uma experiência isolada, exótica, porque é giro e tal, é mais do que isso, porque as pessoas sentem-se envolvidas com o trabalho que fazem e querem regressar», diz Ana Patrícia Fonseca, que que revela em primeira mão um dos dados que mais surpreendeu a ONG da Conferência Episcopal Portuguesa. «Um dado interessante é que uma percentagem muito residual é desempregada. A maioria é estudante ou está a trabalhar e tem um trabalho estável. Muitas vezes pode pensar-se que, em situações de crise e sem emprego, as pessoas podem ter mais disponibilidade para fazer este tipo de ações e que é por isso que o número aumenta, o que não corresponde à verdade e o estudo demonstra isso claramente», sustenta a responsável da plataforma de VM.

Ana Patrícia Fonseca chama ainda a atenção para um aspeto do estudo mais qualitativo, que vai ser abordado hoje e que mostra voluntários que são «agentes de mudança». «Através das histórias de vida recolhidas pelo estudo, ficamos a saber que os voluntários que regressam de missão vêm muito mais disponíveis e abertos para fazer aquilo que for preciso, com uma motivação muito maior do que quando partiram em missão para as questões que têm de fazer aqui em Portugal. O estudo revela que os voluntários, depois de uma experiência de VM, voltam diferentes, mais atentos às questões das interdependências globais, às questões da pobreza na sua comunidade, são agentes de mudança mais capazes e dinâmicos, porque contactaram com uma cultura e um mundo que não são os seus», argumenta.

Quando hoje for apresentado o estudo, ele não vai somente fornecer dados estatísticos, vai apontar caminhos. «O estudo dá recomendações, que nós vamos seguir. Têm que ver sobretudo com a formação, que ao longo destes 20 anos tem vindo a aumentar de qualidade, mas que precisa ainda de muito trabalho. À FEC recomenda que continuemos a investir na formação da liderança das organizações, e é o que continuaremos a fazer», revela a responsável.

O estudo é apresentado hoje, pelas 18h, no auditório da Rádio Renascença, em Lisboa. A entrada é livre.

Ricardo Perna
Publicado em Actualidade

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