Em português, Bento XVI convidou os fiéis a empreenderem «um caminho de conversão e renovação espiritual». «O gesto da imposição das cinzas, que assinala o início da Quaresma, convida-nos a olhar com mais humildade para nós mesmos e recentrar a nossa vida em Deus», observou.
A Quaresma é um período de 40 dias - excetuando os domingos -, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos. Para o Papa, este deve ser «um tempo propício para uma experiência mais profunda de Deus, que torne forte o espírito, confirme a fé, alimente a esperança e anime a caridade». «Poderemos assim ver e recordar tudo aquilo que Ele fez por nós. Daí concluiremos que só o Senhor nos merece; e, sem mais adiamentos nem hesitações, entregar-nos-emos nas suas mãos», prosseguiu.
Neste contexto, Bento XVI desafiou os fiéis a «aceitar, com fé e paciência, todas as dificuldades, aflições e provações da vida, sabendo que, das trevas, o Senhor fará surgir a alvorada nova da ressurreição». O Papa deixou uma «saudação amiga» aos peregrinos presentes de língua portuguesa, entre os quais se encontrava um grupo escolar da Lourinhã, Patriarcado de Lisboa. «A Virgem Maria tome cada um pela mão e vos acompanhe durante os próximos quarenta dias que servem para vos conformar ao Senhor ressuscitado. A todos desejo uma boa e frutuosa Quaresma», disse.
Bento XVI vai celebrar o início da Quaresma presidindo à missa e à imposição das cinzas, na Basílica de Santa Sabina, em Roma, antecedida pela tradicional procissão desde a igreja de Santo Anselmo, também na capital italiana, a partir das 16h30 (menos uma em Lisboa).

