As paróquias têm nos idosos «um campo imenso de presença e de ação», pelo que o responsável pede um «olhar atento» e «vizinho» aos mais velhos, que devem ser vistos «como uma escola de sabedoria onde o futuro já começou e diariamente se aprende».
O documento intitulado "Quaresma: tempo de fraternidade e de esperança" pede o fim da indiferença diante do «sofrimento humano» e das «injustiças sociais», ao mesmo tempo que sublinha a dimensão espiritual do tempo que antecede a Páscoa. «Mais do que lamentarmo-nos pelo declínio de uma civilização em fim de ciclo, que a presente crise social indicia, devemos ser capazes de iluminar o mundo com a luz transformadora que nos vem da Páscoa de Jesus», refere o responsável pela diocese sediada 250 km a norte de Lisboa. A Páscoa, prossegue o prelado, é um «alicerce firme» nos «momentos mais difíceis da história humana», abrindo caminho a uma «fraternidade» que se concretiza no «viver diário da Igreja e no agir solícito e interventivo dos cristãos em todos os domínios da vida social».
A Casa Sacerdotal para os padres doentes e idosos, que se encontra «em fase avançada de construção», vai ser o destino de parte da renúncia quaresmal, prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para uma finalidade especificada pelo bispo. A restante quantia reunida pela renúncia vai ser dada à diocese angolana de Luena, 1100 km a leste de Luanda, onde membros da diocese aveirense têm realizado voluntariado missionário, anuncia a mensagem.
O bispo lembra que a diocese está este ano concentrada nos agregados familiares e refere que a "Festa das Famílias", agendada para 20 de maio, deve constituir para os fiéis «verdadeira expressão da alegria» de serem «Igreja de Aveiro».

