O documento assinado a 3 de janeiro ressalta que as atividades da APFN se têm «mostrado de grande relevância na defesa dos valores sociais inerentes à família e a sua ação tem contribuído para a criação de melhores condições sociais, educacionais e de integração das famílias numerosas». O despacho sublinha também que a Associação sediada em Lisboa «tem cooperado com as mais diversas entidades e com a Administração [Central] na prossecução dos seus fins».
O presidente da Direção da APFN, Fernando Ribeiro e Castro, escreveu hoje na rede social Facebook que a declaração de Utilidade Pública, cujo pedido esteve «pendente durante nove anos», é um «passo gigantesco» que vai facilitar o diálogo com o Governo. O responsável afirmou à ECCLESIA que a Associação tem estabelecido acordos com empresas e autarquias para contrariar a «fortíssima política antinatalista e antifamília do Governo e do Parlamento».
As «leis centrais» relativas ao IRS, IMI, taxas moderadoras e abono de família «em nada entram em linha de conta com a dimensão da família», sublinhou o presidente, que lançou um apelo: «Façam com que paguemos os impostos de acordo com o nosso nível de vida, que é em função do rendimento 'per capita'».
Fernando Ribeiro e Castro criticou o «comportamento esquizofrénico» das entidades públicas ao referir-se aos relatórios de sustentabilidade da Segurança Social, que nos últimos anos preveem o acréscimo dos nascimentos num quadro em que a tendência é para a redução. «Fazem todos os possíveis para que a taxa de natalidade diminua e partem do princípio que vai aumentar, contra tudo o que a realidade mostra», vincou o pai de 13 filhos e avô de 21 netos.
A baixa de natalidade é «dramática» e os políticos «ainda não se aperceberam», afirmou o presidente da APFN, instituição aberta a famílias com três e mais filhos que procura fomentar o convívio e proporcionar trocas de experiências entre os associados, «fortemente pressionados pela sociedade».
A Associação composta por cinco mil famílias, num universo superior a 100 mil agregados com três ou mais filhos, «tem um gigantesco potencial de crescimento», realçou Fernando Ribeiro e Castro. Referindo-se aos descontos que a APFN oferece aos seus membros, o presidente vincou que «uma família que não seja sócia, perde dinheiro».

