Ao assumir a sede episcopal que lhe foi confiada em novembro de 2011 por Bento XVI, D. António Couto apresentou-se como um bispo que quer estar «pertinho de Deus, mas de um Deus que faz carícias ao seu povo, um Deus que ama e que perdoa» e «pertinho do povo, o suficiente para lhe entregar esta carícia de Deus». Na sua intervenção, o bispo de Lamego centrou-se sobre a passagem do Evangelho lida na celebração, afirmando que a missão de «anunciar» a vida e obra de Jesus implica, para os católicos, a missão de «ensinar, libertar, acolher, curar, recriar».
Antes da homilia, o núncio apostólico em Portugal, representante diplomático da Santa Sé, deu posse ao novo bispo, lendo a bula de nomeação do Papa que encarrega D. António Couto de presidir à celebração e aos destinos da diocese localizada 400 km a norte de Lisboa. «Por nosso supremo poder apostólico (...) te nomeamos bispo de Lamego, com todos os direitos e obrigações», assinalava o texto, que antecedeu as palavras de saudação do bispo cessante, D. Jacinto Botelho.
Este prelado acolheu D. António Couto no Seminário Maior da diocese, acompanhado pelo presidente da autarquia, Francisco Lopes. O novo bispo foi cumprimentado junto às portas da catedral pelo deão do Cabido (colégio dos cónegos) e pároco da Sé, cónego Delfim de Almeida.
No final da celebração, que pôde ser seguida por televisores colocados dentro e fora da sé, o novo bispo de Lamego cumprimentou os fiéis nos claustros, encaminhando-se a seguir para o Seminário Maior, onde jantou com personalidades convidadas. Aos 59 anos, D. António Couto torna-se o terceiro bispo residencial mais jovem nas dioceses portuguesas, deixando a Arquidiocese de Braga, na qual era auxiliar desde 2007.
Este responsável é membro da Congregação para a Evangelização dos Povos (Santa Sé) desde 2004 e presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização (Conferência Episcopal Portuguesa). A Diocese de Lamego, com cerca de 140 mil habitantes, foi criada por volta do ano 570 e é a única do país que não é sede de Distrito.

