A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz, a celebrar-se no próximo domingo, dia 1 de Janeiro, está virada principalmente para os jovens, a quem o Papa pretende comunicar «o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem». O Santo Padre mostra-se preocupado com as apreensões que os jovens manifestam: «o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efetiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário». Por isso, Bento XVI afirma que «a Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspetivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver "coisas novas" (Is 42, 9; 48, 6)».
As famílias e os pais, enquanto «primeiros educadores», são outros dos destinatários da mensagem do Dia Mundial da Paz. «Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se veem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos», diz o Papa na sua mensagem. Apesar disso, estes não devem desanimar. «Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas».
Bento XVI não esquece na sua mensagem responsáveis educativos e políticos, assim como os meios de comunicação social. Aos primeiros, o Papa exorta a «que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa». «Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos», pede o responsável máximo da Igreja Católica.
Aos políticos, o Papa pede que «atuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idóneas para o bem dos seus filhos», proporcionando aos jovens «uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos».
Para os meios de comunicação social, Bento XVI deixa o pedido de uma «contribuição educativa». «Na sociedade atual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens», afirma o Santo Padre.
Finalmente, o Santo Padre desafia os jovens a «levantar os olhos para Deus». «Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação», pede Bento XVI.
A mensagem completa está disponível aqui.

