O mesmo relatório refere que «a vacinação contra a gripe pandémica deverá prosseguir, visto que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), admite-se que a estirpe A (H1N1) 2009 irá ser predominante na próxima época sazonal». Segundo o documento, e durante a maior campanha de vacinação no país que começou a 26 de outubro de 2009, foram distribuídas até junho de 2010 dois milhões de doses da vacina, «estimando-se a administração de cerca de 700 mil doses, correspondendo a uma taxa de cobertura, em relação à população alvo, de cerca de 20%».
Ao longo de 133 páginas, o documento vai analisando as várias etapas da infecção em Portugal (contenção e mitigação da doença), desde a identificação de um novo vírus da gripe a 17 de abril em dois doentes da Califórnia (EUA) até à estratégia de vacinação e de comunicação adotada no País. Em Portugal, o primeiro caso foi diagnosticado a 29 de abril (importado a partir do México) e o primeiro caso secundário foi identificado a 4 de julho. A 14 de julho verificavam-se 100 casos acumulados, sendo mil a 14 de agosto e dois mil a 21 do mesmo mês.


