«É indicativo de alguma coisa quando os miúdos têm más notas no primeiro período. É importante actuar desde logo e perceber o que está por detrás daquele insucesso. Não é para deixar andar o segundo período. Há que resolver a situação», afirma a psicóloga educacional Filipa Brito dos Santos.
A técnica da Escola Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz, diz que a campainha que faz soar o alarme é a desmotivação. «É um sinal de alerta quando os pais perguntam ao filho "como é que está a correr a escola?" e eles não se mostram minimamente implicados na questão que foi feita e não querem alongar a conversa. É primordial saber o que é que se passa e perceber se o filho está adaptado ao grupo e ao espaço escolar, se há alguma coisa que não está bem em termos emocionais... É
De acordo com os últimos dados do Ministério da Educação, a Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, apresentou a segunda melhor média entre as públicas a seguir ao Conservatório de Música Calouste Gulbenkian. A FAMÍLIA CRISTÃ perguntou a Fátima Santos, coordenadora dos directores de turma do ensino básico da Aurélia de Sousa, quais os sinais que os progenitores devem procurar para melhorar o desempenho dos seus rebentos: «Os pais devem estar atentos à felicidade dos filhos, se gostam de ir para a escola, se se sentem humilhados ou se são mesmo agredidos, se sentem alguma dificuldade específica nalguma disciplina...»
Segundo aquela professora, uma família pró-activa «acompanha diariamente a criança». Sublinha, no entanto, que os papéis de uns e outros são distintos. Os professores ensinam numa sala de aula, os pais acompanham os filhos. «O aluno tem de ter condições para estudar com calma e dormir tranquilo. Por exemplo, se vai ter uma semana de testes é preciso que os pais giram as actividades familiares, para que os filhos possam responder às situações que lhe são impostas na escola.»
Sílvia Júlio