Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2014
 
   
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Deus é o único Senhor da vida

Sexta-Feira, 25 Maio 2012
Pe. Agostinho França
Pe. Agostinho França
Diretor "Família Cristã"

Os filhos são a maior riqueza de um país. Mas os cidadãos precisam de incentivos à família, à vida e não à cultura da morte. Investindo na família e nos filhos, os governantes geram crescimento económico, demanda, poupança e investimento.

Se quiséssemos pensar Deus de um modo humano, diríamos, como se lê no YOUCAT, n. 2: «Ele criou-nos a partir do "excesso" do Seu amor. Ele queria partilhar a Sua infinita alegria connosco, criaturas do Seu amor.» O excesso do Seu amor levou-O ainda a fazer-se Bom Pastor, em Jesus Cristo, Seu filho Unigénito, e a dar a vida pelas suas criaturas, como faz o partor zeloso que cuida e defende o rebanho até ao extremo das suas forças. Por isso nos assegura: «Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10).

Deus dotou o homem e a mulher de corações transbordantes do Seu amor. Por isso também as criaturas desejam partilhar com os outros a alegria e a vida que receberam do seu Criador, num processo de procriação que tem em Deus a fonte da vida.

Mas na nossa sociedade ergueram-se altares aos ídolos em concorrência com o Senhor da Vida. Esses ídolos (do poder económico e financeiro, dos media orientados por um jogo de influências da conveniência dos seus patrões, da beleza a todo o custo, do egoísmo exacerbado, da rivalidade e da exploração do homem pelo homem, do comodismo e do consumismo, da realização pessoal sem olhar a meios e mesmo a custo dos indefesos e inocentes) têm os seus "sacerdotes" que lhes montaram palanques nos estúdios, em spas e ginásios, escritórios, clínicas e hospitais.

Neste tempo de busca de vida com qualidade e bem-estar, acontece igualmente a catástrofe do maior desprezo e ataques à vida na sua fase nascente e, porventura a médio ou longo prazo, também na sua fase terminal. O homem arvorou-se em senhor da vida. As consequências estão a ser nefastas.

Segundo dados da Federação Portuguesa pela Vida (FPV), desde o referendo de 2007, mais de 80.000 crianças foram eliminadas mediante abortos legais "por opção da mulher". O programa abortista foi apoiado e promovido pelo poder partidário e parlamentar e seguidamente legalizado pelo poder executivo governativo. O "nobre povo" da "nação valente e imortal" está agora em vias de extinção, matando todos os anos, nos seus 89 000 km2, cerca de 16.000 nascituros. Desde os anos 80, segundo a mesma FPV, «Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País». Recentes previsões das Nações Unidas indicam que a população portuguesa poderá baixar, a longo prazo, para os 6,7 milhões de habitantes.

É necessário repor o princípio vital de que «toda a pessoa tem o direito à vida desde a conceção». A FPV advoga o fim da «subsidiação do aborto, gratuito mesmo para mulheres ricas e que é pago pelos impostos de todos». Outros defendem a realização de um terceiro referendo sobre o aborto, considerando que «os dois anteriores, de resultados antagónicos, só expressaram a posição de uma parte dos portugueses». De facto, no segundo referendo, apenas 40% dos portugueses se expressaram, sendo metade a favor e metade contra a lei que permite que «uma mulher possa mandar matar o seu filho até às dez semanas de vida».

Os filhos são a maior riqueza de um país. Mas os cidadãos precisam de incentivos à família, à vida e não à cultura da morte. Investindo na família e nos filhos, os governantes geram crescimento económico, demanda, poupança e investimento. Uma sociedade com muitas crianças é como um jardim cheio de flores. Numa família onde há filhos não é necessário contratar baby-sitters, pois todos aprendem a cuidar uns dos outros e dos anciãos, enchendo a casa de felicidade, alegria e sorrisos. Em toda a tradição cristã, a proibição do aborto foi considerada parte essencial do mandamento: «Não matarás».

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